“Os nossos verdadeiros prazeres consistem no livre uso de nós mesmos.”
Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon
Algumas palavras. Nenhumas palavras. Quanto tempo faz que procuramos a que vai resolver a intriga e o caos das estações? "Eu amo", "eu odeio", o peso disso tudo desnivelou-se. Ama-se tudo, odeia-se tudo. Parece não haver a gradação das estações, o megulho é um só, o fôlego é um só. O beijo deveria ser mais uma palavra dizendo a verdade, mas evapora-se como a palavra evolar. O prazer de nós mesmos estaria no livre uso de nossas verdades, mas quanto tempo faz que nos falta a palavra que resolva o coração? Talvez essa palavra sempre nos falte. Talvez por isso amamos e odiamos a tudo. Num mergulho só, num fôlego só... e não destinguimos os peixes; talvez só a luz que mude as gradações. E não distinguimos as palavras; talvez só a escuridão que as encobrem.

aaaaaaaaaaaa....
ResponderExcluiresse post sim...
^^
me tocou muitissimo....
mas confesso que tenho medo de encontrar essa palavra.
se eu conseguir distinguir a escuridão já me dou por satisfeita.